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Salve, Dettona! Estamos de volta, e essa semana viemos para convidar todxs a comparecer na nossa sétima edição oficial de rua, que rola no próximo dia 5 de agosto das 14h às 22h no CDHU Voith, zona oeste da capital paulista.

Essa sessão contará com a presença de 10 mulheres no line. Serão cinco seletoras, levando para a rua o puro creme da música jamaicana em vinil, e cinco cantoras, passando a mensagem e animando o público durante as oito horas de evento. Conheçam um pouquinho mais do trabalho de cada uma das presentes nessa edição!

Na seleção

Lys Ventura: produtora executiva de projetos como a festa Fresh! e da cantora Laylah Arruda, Lys é uma apaixonada pela sonoridade jamaicana desde muito nova. Sua coleção inclui títulos raros, garimpados diretamente na fonte em viagem à Jamaica.

Leticia Michelman: seletora que começa a dar seus primeiros passos no cenário sound system, Letícia mergulha profundamente nos sons desde os roots 70 até os steppas mais atuais.

Vitória Janês: também um novíssimo talento no sound system, Vitória é seletora integrante do BonsuSound Sistema de Som.

Rude Mamma: uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Rude Mamma atua há mais de uma década no cenário sound system. Sua especialidade é o dancehall, mas ela passeia com propriedade pelo roots, rub-a-dub e steppa.

Lovesteady: também uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Lovesteady transita nas pistas entre Floripa, onde mora atualmente, e SP, onde concentra boa parte do seu trabalho até hoje.

No microfone

Drika Soares: singjay e musicista, é integrante do coletivo Reggae Vibes Sounds e fundadora do Maria Ghetto Sistema de Som.

Regiane Cordeiro: atua na música Rastafari desde 2015 e atualmente nos conhecimentos das vertentes da cena Sound System. Busca a elevação do espírito através de som.

Sistah Mari: com alguns anos de caminhada na cultura reggae, a cantora é integrante do Maria Ghetto Sistema de Som e canta a luta da mulher preta periférica.

Dai Steady: matadora no toaster style, a jovem Dai usa o microfone para passar mensagens de conscientização e de afirmação e resistência feminina na sociedade.

Pocket show

Carol Afreekana: contamos um pouquinho do trabalho da poetisa Carol Afreekana neste post, confira! Na Feminine #7 ela comparece com um pocket show de tambores nyabinghi e dub poetry, elevação através da música!

Compareçam!

Feminine Hi-Fi edição #7
Sábado, 5 de agosto, das 14h às 22h – na rua, de graça
CDHU Voith – Campão – Rua Friedrich Von Voith, altura do 1790 – Jaraguá – SP/SP

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Por: - 1 dia atrás
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Sem categoria

Com muito orgulho apresentamos a décima primeira edição da nossa querida Pick of the week. A curadoria é, como sempre, do nosso colaborador & DJ Pedro Reinert. Nessa semana, contamos com inúmeros lançamentos: desde Tyler, the Creator até 21 Savage.

Coloque seus fones de ouvido, o capacete dê o play e aproveite as pedradas:

Siga o Dettona no Spotify.

Por: - 2 dias atrás
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Especiais Música

O mundo inteiro está em crise e não podemos negar. Esses dias mesmo flagrei pela redes que até o próprio Sound Cloud está pendurado. A cada dia que passa, mais pessoas ainda permanecem sem emprego e cada vez mais profissionais especializados ficam sem um espaço digno no mercado de trabalho. No meio musical não seria diferente, é notável a quantidade de festas e grandes investimentos que estão em decadência enquanto outros começam do jeito que dá e se firmam em meio ao que tem, isso sem contar as casas de eventos sendo fechadas por aí… Alguém já contou quantas?

Aí no meio dessa ~crise~ toda, eu te pergunto: Como uma pessoa que vive de música, uma das categorias mais estereotipadas dessa vida™, pode sobreviver suavemente a esse momento atual todo?

Se a crise é real e mundial, então porque insistir em usar a música para pontuar ainda mais barreiras, estereótipos e pré-conceitos como: meu pop não pode se misturar com o seu rock, seu rock não se entende com o meu trap e o funk é sempre aquela vertente marginalizada nas vistas de quem ainda pensa pra trás? Os grupos evitam se encontrar, as tribos não se dialogam e assim a vida segue desde sempre… Mas até quando?

Agora é o momento em que temos a nossa geração nas mãos e com chance de mudar o que não nos serve mais. Pra quê mais limites, quando nós, individualmente, podemos ser os percursores de uma mudança, desconstruindo barreiras entre estilos e vivências musicais?

Estamos passando por uma transição (̶c̶r̶i̶s̶e̶)̶ muito importante em todos os aspectos (informação, política, financeiro, gêneros, profissões…) e é claro que a música foi atingida também. Netuno domiciliado em Peixes não me deixa mentir sobre isso!

Temos cada vez mais artistas de todos os estilos e gêneros mesclando o melhor de mundos diferentes e cada vez que algum deles ultrapassa essa barreira, se cria algo que vai além, que carrega uma carga artística macro.
O alcance de trabalhos com essa qualidade é fluído em qualquer núcleo e afinal, se torna perceptível para os que são impactados por esta carga que essa de ~limitações e barreiras~ na verdade, nem deveria existir.
Tati Lisbon é Dj residente da Bandida e tem se destacado pela sua ousadia musical e pelo seu sexto sentido aguçado.

Por: - 1 semana atrás
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Colunas Especiais

Salve, Dettona! Voltamos mais uma vez, e nessa ocasião falaremos um pouco do trabalho de uma mana profundamente inserida nessa rica cultura sound system e reggae, e que merece destaque em relação ao trampo que vem desenvolvendo. Queremos apresentar a vocês o álbum Seso Wo Suban da dub poetisa Carol Afreekana. Confere aí!

Um pouco mais sobre Carol Afreekana

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Caroline Arruda aka Carol Afreekana desde pequena trazia consigo o sonho de cantar, mas por conta da sua timidez este sonho foi bloqueado em diversos momentos de sua vida. Na adolescência, Carol passou a cantar na igreja da qual fazia parte. À medida em que foi crescendo, amadurecendo e entendendo a forma de vivência Rastafari, partiu para outros rumos.

Focada nos cânticos nyahbinghi e em escritura sagrada, ela iniciou seu trabalho como poetisa e autora do blog Mundo Africano, onde compartilha seus textos cheios de conexão interior e exterior, com o mundo do feminino sagrado e ancestral. Inspirada por mulheres africanas e jamaicanas como Aisha, Daba Makourejah, Ranking Ann, Dezarie, Empress Cherisse, atualmente está buscando desenvolver seu trabalho como forma de luta e militância pelo movimento negro e Rastafari. Carol se baseia no lado mais espiritual e teocrático do movimento como inspiração em suas obras de dub poetry.

O que é dub poetry?

Dub poetry surgiu na Jamaica durante o início da década de 1970, influenciado pelo Dub. Ao contrário de deejaying (também conhecido como toasting), onde se improvisa sobre os riddims, o dub poetry é desenvolvido com preparo anterior e ensaios. A musicalidade é construída com base na poesia. Geralmente é executado primeiramente sem música de apoio, desenvolvendo um discurso cantado com acentuação rítmica pronunciada e estilização dramática de gesto. Os poemas abrangem vários temas, incluindo protestos contra o racismo e temas religiosos como rastafari.

Seso Wo Suban

O EP Seso Wo Suban, primeiro álbum da mana Afreekana, nasceu de um convite do produtor Guux (Gustavo Braga – Jah Tallawah), depois de conferir uma sessão e ter ouvido a cantora recitar algumas de suas poesias em versões instrumentais de reggae.

“Reuni neste trabalho, depois de um tempo de estudo sobre dub poetry, algumas das poesias que transformaram e diariamente têm esse poder de mudar e fortalecer a minha vida, por isso o trabalho leva o nome do adinkra que significa Transformação de Vida (Seso Wo Suban), visando e priorizando levar a auto-estima à mulher, especialmente preta. Algumas poesias também são a exaltação feminina e ao sagrado feminino, aos segredos de oração (cultura Rastafari), crescimento espiritual e fortalecimento acerca de honra aos ancestrais”, conta Carol.

O trabalho ficou simplesmente incrível. Você pode ouvir agora mesmo no Spotify.

 

Por: - 2 semanas atrás
Colunas Música

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Isto não é um review do novo álbum de JAY-Z, “4:44“, que saiu no último dia 30 de Junho de 2017. É um atestado de que, em mais de 20 anos de carreira e com mais de 100 milhões de discos vendidos, o rapper ainda se mantém como um dos melhores do game pelas mesmas razões que o colocaram entre os melhores: quebrando barreiras e falando sobre o que deve ser falado, de forma inteligente e (in)direta.

Até hoje, um dos motivos pelos quais o rapper é considerado um dos top 5 MCs da história (junto com os debatíveis-para-sempre 2Pac, Notorious B.I.G, Nas e Eminem) foi sua habilidade de não precisar escrever suas letras, simplesmente entrando nas cabines de gravação e soltando as pedradas rimadas ali mesmo, direto da memória. Nas letras de seu novo álbum, JAY-Z (sim, escrito em tudo maiúsculo e com hífen) entra em embate com o estado atual do Hip-Hop, inundado pelo mumble-rap de artistas como Migos e Lil Yatchy, ao passo que explora muitos detalhes – que podem ser até considerados “sensacionalistas” – de sua vida pessoal e de sua família.

Além de explorar os tais assuntos sensíveis já discutidos por tablóides, como seu relacionamento conturbado com Beyoncé e desavenças com Kanye West, JAY-Z trouxe uma convidada especial para a faixa “Smile”: sua mãe, Gloria Carter. Apesar de não ser a primeira vez que ela faz uma participação (a 1a vez foi na música “December 4th”, do álbum “The Black Album”de 2003), a faixa descreve, entre outros assuntos, que a mãe do rapper é homossexual. No lado da produção da track, foram utilizados samples da faixa de nome mais que propício “Love’s In Need Of Love Today”, de Stevie Wonder (essa também ja fora sampleada na “One”, de Busta Rhymes feat. Erykah Badu).

Gloria Carter recita sua letra ao fim da faixa na forma de spoken word – similar ao que o pai do rapper de Chicago Common fez inúmeras vezes com seu pai, Lonnie Lynn – focando na busca pela felicidade, mesmo que à sombra dos padrões impostos pela sociedade.

Vale a pena ouvir a mãe de um dos maiores rappers da atualidade recitando que ela escolheu ser feliz. Estamos em 2017 e tem gente que ainda não conseguiu respeitar a escolha dos outros, ou se preocupar com a própria felicidade. Assim como ela mesma diz, “Ame a quem você quer amar, pois a vida não é garantida”. Smile!

 

Por: - 2 semanas atrás