Bandida, Author at DETTONA » DETTONA
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Especiais Música

O mundo inteiro está em crise e não podemos negar. Esses dias mesmo flagrei pela redes que até o próprio Sound Cloud está pendurado. A cada dia que passa, mais pessoas ainda permanecem sem emprego e cada vez mais profissionais especializados ficam sem um espaço digno no mercado de trabalho. No meio musical não seria diferente, é notável a quantidade de festas e grandes investimentos que estão em decadência enquanto outros começam do jeito que dá e se firmam em meio ao que tem, isso sem contar as casas de eventos sendo fechadas por aí… Alguém já contou quantas?

Aí no meio dessa ~crise~ toda, eu te pergunto: Como uma pessoa que vive de música, uma das categorias mais estereotipadas dessa vida™, pode sobreviver suavemente a esse momento atual todo?

Se a crise é real e mundial, então porque insistir em usar a música para pontuar ainda mais barreiras, estereótipos e pré-conceitos como: meu pop não pode se misturar com o seu rock, seu rock não se entende com o meu trap e o funk é sempre aquela vertente marginalizada nas vistas de quem ainda pensa pra trás? Os grupos evitam se encontrar, as tribos não se dialogam e assim a vida segue desde sempre… Mas até quando?

Agora é o momento em que temos a nossa geração nas mãos e com chance de mudar o que não nos serve mais. Pra quê mais limites, quando nós, individualmente, podemos ser os percursores de uma mudança, desconstruindo barreiras entre estilos e vivências musicais?

Estamos passando por uma transição (̶c̶r̶i̶s̶e̶)̶ muito importante em todos os aspectos (informação, política, financeiro, gêneros, profissões…) e é claro que a música foi atingida também. Netuno domiciliado em Peixes não me deixa mentir sobre isso!

Temos cada vez mais artistas de todos os estilos e gêneros mesclando o melhor de mundos diferentes e cada vez que algum deles ultrapassa essa barreira, se cria algo que vai além, que carrega uma carga artística macro.
O alcance de trabalhos com essa qualidade é fluído em qualquer núcleo e afinal, se torna perceptível para os que são impactados por esta carga que essa de ~limitações e barreiras~ na verdade, nem deveria existir.
Tati Lisbon é Dj residente da Bandida e tem se destacado pela sua ousadia musical e pelo seu sexto sentido aguçado.

Por: - 1 semana atrás
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Colunas

A ideia que se mantém sobre ser DJ tende a ser superficial, parte porque é uma carreira que lida com música e a outra parte é o fato de estar diretamente ligado a atmosfera de diversão e descontração.

A grande verdade é que existe um buzz estigmatizado sobre o que é ser DJ, parte da culpa vem do glamour mostrado nas redes sociais e do ambiente que se trabalha, contra o pouco que se fala sobre a dedicação que é investida para ser um profissional da área. Por trás do imaginário de que ser DJ é pura diversão, pegação, bebidas e status, há muitas horas de estudo e pesquisa, conhecimento técnico de equipamentos, softwares, teoria e conceito musical, entendimento de público, sensibilidade para ser influenciador de bons momentos e criatividade para conduzir emoções.

Sobre sensibilidade e criatividade, nesses 3 anos de Blackat aprendi sozinha que uma das partes mais importantes é executar um set de maneira que faça sentido para o DJ e para o público, porque é na pista que o profissional cativa quem está, ou não, familiarizado com aquela sonoridade. Trazer algo novo e segurar a atenção da pista é a maior e mais complicada responsabilidade de um DJ, é o famoso “feeling de pista”, isso não tem receita e ninguém ensina, se pretende embarcar nessa aventura anote esta dica!

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Ser DJ não é apenas tocar as músicas que você ama para um público. Tocar é resultado de um trabalho bastante complexo feito durante dias e dias. Se entrarmos no quesito de produção musical tem ainda mais trabalho envolvido.

Optar por uma profissão nunca foi escolha fácil, é o divisor de águas de quase todas as pessoas. Ser DJ é profissão. Portanto, se quiser viver de música estude e vamos trocar conhecimento, se seu caminho for outro mais rentável e socialmente aceito, pelo menos respeite os profissionais da área e tenha empatia quando estiver na pista com seu drink.

 

Duda Bernardes, Blackat, DJ residente no coletivo Bandida.

Por: - 3 semanas atrás
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Colunas Especiais

Bandida é, além de uma festa, o coletivo paulistano composto por seis mulheres, dentre elas, a idealizadora Rafaela Andrade, BadSista que tem se destacado por seu trabalho como produtora musical e DJ. Duda Bernardes (Blackat), Letícia Martinez (Sijeh) e Tatiane Boury (Tati Lisbon) são as DJs residentes, enquanto Jéssica Pauline (que vos escreve aqui) e Raquel Paulino atuam na produção executiva.

A veia musical, os espaços urbanos onde transitamos, as vivências típicas de periferia e as experiências derivadas desse conjunto são pontos em comum a todas. Sentimos que havia demanda para o trampo de pessoas como nós, mas o espaço aberto para exposição desse trabalho se orienta para homens e a movimentação da arte acaba se limitando. Então criamos nossa zona segura para trabalhar por igualdade para mulheres no cenário da música eletrônica, engajando semelhantes do nosso entorno e abertas a quem quiser se unir a nós.

Através da nossa arte queremos provocar, levantar questionamentos e reflexões como a quantidade de DJ’s e produtores homens que conhecemos e falamos e a quantidade de DJ’s e produtoras mulheres que conhecemos e falamos, por exemplo. Ou sobre a premiação da DJ Mag que, entre os 100 melhores DJs de 100 projetos musicais, nos apresentou 5 mulheres e 95 homens. Te parece coerente? A nós não!
Na intenção de dialogar com todos os públicos, a festa homônima do coletivo é itinerante e passou por espaços como Vale do Anhangabaú, CDC Vento Leste (ZL) e atualmente transita por espaços de cultura e arte do underground paulistano, como Disjuntor e estúdio Lâmina.

Cada edição é uma experiência musical única, em seis festas já tivemos: Linn da Quebrada, Milian Dolla, Kennya(RJ), Total Freedom, MC Mika Safro, Odara Kadiegi (BSB), Branko (Buraka Som Sistema) como convidados e nos unimos com as festas Mormaço e Baile Furioso (Pininga e Marginal Men).

Prezamos acessibilidade, diversidade e respeito, portanto fazemos questão de ressaltar sempre que na nossa festa TODOS SÃO BEM-VINDOS.
Quinzenalmente exploraremos este espaço disseminando trabalhos de qualidade, compartilhando ideias e aprendizados! E você, no que acredita? Qual será sua colaboração? Não sabe por onde começar? Comece nos acompanhando nas redes:

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Por: - 1 mês atrás