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Gratidão, empatia e avanço são práticas que todos deveríamos seguir constantemente desde a infância. São palavras e condutas que ao adotarmos proporcionam qualidade de vida e bons frutos! Digo por experiência própria!

Há oito meses atuo como produtora cultural/executiva/correriatotal na Bandida.

Movidas pelas palavras-chave citadas acima, em 8 meses conquistamos 1k+ likes orgânicos na page, 500+ followers no instagram, realizamos 7 festas bem lindas, dentre elas algumas edições gratuitas/0800/narua/pra todos, fizemos parcerias com outras festas, tivemos atração gringa, chamamos 8 artistas entre MCs, DJs e fotógrafos, integramos lineups de eventos muito representativos dentro de seus cenários, atualmente, alimentamos junto com a Feminine Hifi esta coluna semanal na Dettona, iniciamos um projeto para abordar disseminação de sonoridades periféricas e participamos ativamente do núcleo da Casa Judith, um espaço de resistência artística com foco em “minorias”.

Além desses feitos, as conquistas pessoais vão além. Ao longo desse processo, conhecemos inúmeras pessoas maravilhosas e o que aprendemos, apenas a instituição da vida ensina!

Como a firma não para e só tem melhoria por vir, aproveito o espaço para anunciar duas realizações fresquinhas:

Estamos no spotify e já está no ar a primeira playlist pela nossa querida Sijeh no maior mood “Sarra e Chora”:

E no próximo dia 15.09,  vamos celebrar junto com as gatas da animalia a parceria que firmamos com o RETETE. Para esta edição, juntamos a exturdia para fazer aquele fervo neurótico conceitual na Casa da Luz: confira aqui!

Esses marcos ficam gravados porque revelam a força da nossa mensagem chegando cada vez a mais espaços, compartilhados com mais pessoas interessadas em fazer despertar a verdadeira essência. Essas pequenas grandes realizações que me movem, me fazem acreditar que dá pra fazer e que fica maravilhoso quando feito com vontade!

E você? O que te move?

 

Jéssica Paulinne é publicitária por formação, vegetariana e feminista pela vida, produtora cultural na prática (e com muito amor) dentro do coletivo Bandida.

Por: - 2 semanas atrás
Colunas

A arte está em tudo. Ela permeia, afunda e transborda tudo aquilo que toca. É o encontro do natural e cultural nos possibilitando também sentir o outro e contar uma história.

Na vida de um jovem de periferia, ela não está longe como ele pensa, ela vive na ponta de uma rima, no tamborim de uma roda-de-samba-sem-querer da rua, no play do YouTube pra ouvir aquele beat nervoso e também dentro de si mesmo. Cada jovem com sua singularidade, talento e determinação e… nenhuma estrutura, caminho mais fácil ou amigo de uma amiga pra dar uma força.

Nesse momento, tudo parece longe, qualquer emprego pra se manter parece mais possível do que viver de arte. O desânimo bate, expectativas nem se ouve falar e mesmo assim não se desiste. Tudo sempre foi difícil, tá acostumado.. mas é que é tão gostoso quando vem de dentro. Desde sempre fez muito com pouco e quando pinta a chance, você nem pensa direito, quando vê já está lá dentro, nem sabe se vai dar, mas aguentar chefe babaca não seria melhor.

A falta é o que nos move. Ela exercita o corpo e faz pensar a cabeça. Essa é a alta tecnologia de um corpo periférico. Conseguir fazer mais com menos e fazer bem feito, fincar o pé e bater no peito com respeito. Porque se bobear, não vai ter caminho mais fácil ou um brother pra dar um arrego. É também a força que determina. Corpos pensantes e cabeças sem medo.

 

Rafaela Andrade, Rafa, Bad, Badinha, BadSista é DJ, produtora musical, e idealizadora do coletivo Bandida.

Por: - 1 mês atrás
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Há um quesito contestado por todos o tempo inteiro sobre o “certo” e o “errado” diante da produção musical que muito me intriga.

A música como arte se dá através de técnica, habilidade, capacidade de expressão, comunicação, leitura, releitura, manifestação e inúmeros outros elementos.

Dentro desse contexto a dúvida recorrente é: Qual caminho devo seguir diante da arte que quero fazer? E a resposta: pesquise, estude e tenha discernimento.

A pesquisa é fundamental, questionamentos são necessários e respeite seus próprios métodos, pois muitas pesquisas/respostas dirão o “certo” e “errado” sobre o uso de qual programa/software.

Sabendo que não existe regra, devemos aprender sobre tudo a nossa volta e tudo que é solicitado. Muitos produtores e DJs insistem em dizer o que devemos usar para produzir/discotecar, como devemos fazer, etc.

****deixarei uma nota bem clara sobre essas opiniões****
– Qual o intuito de dizer que o programa “X” é melhor que “Y”? Ouvir isso de “amigos” e “educadores” soa limitante e agressivo.

Existem diversos programas/softwares, cada qual com suas funções, qualidades e bugs. Não tem como dizer “use Logic Pro” pra quem não usa Mac, sendo que você é livre pra buscar softwares que se encaixam na sua necessidade. E, não tem como falar pra não usar o “Logic Pro”, sendo que é um software feito para o Mac.

Cada software é feito de maneira diferente, e cada um é exatamente feito para nós! E como isso? Veja os seus requisitos.

O que quer para produzir música eletrônica? Software mais leve? Qual layout te chama mais atenção? Teste e pesquise todos. Busque todos os tipos de informações.  A música eletrônica veio simplesmente do ruído, do nascer das máquinas, das criações feita por nós, seres humanos, juntamente com a natureza à nossa volta (e com os memes remix).

Como indicação final, na parte I de uma série de textos nos quais falarei sobre educação+eletrônica, deixo esta frase de um livro extraordinário contextualizando o começo (ou não) da música eletrônica.

“É preciso romper este círculo estreito de sons puros e conquistar a
variedade infinita dos “sons-ruídos”. 

A Arte dos Ruídos – Luigi Russolo

 

 

Sijeh é o alterego livre de Letícia Martinez, que transita no cenário de música eletrônica desde os 15 anos. Produtora musical e DJ, atua no duo Yung Braza e como residente no coletivo Bandida.

Por: - 2 meses atrás
Especiais Música

O mundo inteiro está em crise e não podemos negar. Esses dias mesmo flagrei pela redes que até o próprio Sound Cloud está pendurado. A cada dia que passa, mais pessoas ainda permanecem sem emprego e cada vez mais profissionais especializados ficam sem um espaço digno no mercado de trabalho. No meio musical não seria diferente, é notável a quantidade de festas e grandes investimentos que estão em decadência enquanto outros começam do jeito que dá e se firmam em meio ao que tem, isso sem contar as casas de eventos sendo fechadas por aí… Alguém já contou quantas?

Aí no meio dessa ~crise~ toda, eu te pergunto: Como uma pessoa que vive de música, uma das categorias mais estereotipadas dessa vida™, pode sobreviver suavemente a esse momento atual todo?

Se a crise é real e mundial, então porque insistir em usar a música para pontuar ainda mais barreiras, estereótipos e pré-conceitos como: meu pop não pode se misturar com o seu rock, seu rock não se entende com o meu trap e o funk é sempre aquela vertente marginalizada nas vistas de quem ainda pensa pra trás? Os grupos evitam se encontrar, as tribos não se dialogam e assim a vida segue desde sempre… Mas até quando?

Agora é o momento em que temos a nossa geração nas mãos e com chance de mudar o que não nos serve mais. Pra quê mais limites, quando nós, individualmente, podemos ser os percursores de uma mudança, desconstruindo barreiras entre estilos e vivências musicais?

Estamos passando por uma transição (̶c̶r̶i̶s̶e̶)̶ muito importante em todos os aspectos (informação, política, financeiro, gêneros, profissões…) e é claro que a música foi atingida também. Netuno domiciliado em Peixes não me deixa mentir sobre isso!

Temos cada vez mais artistas de todos os estilos e gêneros mesclando o melhor de mundos diferentes e cada vez que algum deles ultrapassa essa barreira, se cria algo que vai além, que carrega uma carga artística macro.
O alcance de trabalhos com essa qualidade é fluído em qualquer núcleo e afinal, se torna perceptível para os que são impactados por esta carga que essa de ~limitações e barreiras~ na verdade, nem deveria existir.
Tati Lisbon é Dj residente da Bandida e tem se destacado pela sua ousadia musical e pelo seu sexto sentido aguçado.

Por: - 2 meses atrás
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A ideia que se mantém sobre ser DJ tende a ser superficial, parte porque é uma carreira que lida com música e a outra parte é o fato de estar diretamente ligado a atmosfera de diversão e descontração.

A grande verdade é que existe um buzz estigmatizado sobre o que é ser DJ, parte da culpa vem do glamour mostrado nas redes sociais e do ambiente que se trabalha, contra o pouco que se fala sobre a dedicação que é investida para ser um profissional da área. Por trás do imaginário de que ser DJ é pura diversão, pegação, bebidas e status, há muitas horas de estudo e pesquisa, conhecimento técnico de equipamentos, softwares, teoria e conceito musical, entendimento de público, sensibilidade para ser influenciador de bons momentos e criatividade para conduzir emoções.

Sobre sensibilidade e criatividade, nesses 3 anos de Blackat aprendi sozinha que uma das partes mais importantes é executar um set de maneira que faça sentido para o DJ e para o público, porque é na pista que o profissional cativa quem está, ou não, familiarizado com aquela sonoridade. Trazer algo novo e segurar a atenção da pista é a maior e mais complicada responsabilidade de um DJ, é o famoso “feeling de pista”, isso não tem receita e ninguém ensina, se pretende embarcar nessa aventura anote esta dica!

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Ser DJ não é apenas tocar as músicas que você ama para um público. Tocar é resultado de um trabalho bastante complexo feito durante dias e dias. Se entrarmos no quesito de produção musical tem ainda mais trabalho envolvido.

Optar por uma profissão nunca foi escolha fácil, é o divisor de águas de quase todas as pessoas. Ser DJ é profissão. Portanto, se quiser viver de música estude e vamos trocar conhecimento, se seu caminho for outro mais rentável e socialmente aceito, pelo menos respeite os profissionais da área e tenha empatia quando estiver na pista com seu drink.

 

Duda Bernardes, Blackat, DJ residente no coletivo Bandida.

Por: - 3 meses atrás