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Colunas Especiais Música

Depois das críticas, obviamente, vem as dicas. Esta parte é mais uma ajuda de estudo, sobre os softwares que podemos usar no mundo da música.

A palavra DAW significa DIGITAL AUDIO WORKSTATION,  um sistema composto por Hardware&Software usado para gravar, produzir, sequenciar, criar, em várias trilhas, tracks e pistas, sendo necessário um hardware que converta os sinais analógicos em digitais e um software que permita a edição e manipulação dos sons que são gravados. Esta é justamente a principal característica de uma DAW, o poder de “ver” e de “mexer” no som.

Como disse no texto anterior, o que você busca num DAW? Leveza e simplicidade? Complexidade para explorar mais? Qual roda melhor no seu sistema operacional?

O conforto é essencial para uma boa track, então obviamente tem que escolher o DAW perfeita para sí mesmo. Qualidade e criatividade irão depender de você, do seu conhecimento e da sua busca. Jamais um software vai ditar regras, apenas você mesmo, com foco e muita determinação, faz o resultado.
Escolhi alguns DAW, que já tive contato, pra falar sobre. Apenas uma dica para ajudar na sua exploração, porém, repito: CONTINUE BUSCANDO + CONHECIMENTO!

– LOGIC PRO
Software feito especialmente para Mac OS, é um dos melhores, onde é possível compor, editar, criar, mixar e possui opção de vários loops, instrumentos, efeitos. É um software mais carregado, feito para exploradores curiosos, e um pouco complexo de manipular. Meus amigos editores de vídeos sentem facilidade em mexer no Logic Pro, pois o layout dele é de fácil entendimento para quem edita (tanto vídeo, quanto áudio).

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Por: - 3 semanas atrás
Música

Você já se sentiu desconfortável na pista?

Eu já me senti muito à vontade em vários eventos, como também já senti vontade de sair correndo de alguns. É o DJ que comanda a seleção de músicas de uma festa, mas será que esse realmente é o fator decisivo para uma festa ser boa? Certamente é um dos principais, mas devemos considerar que pode ter toda uma sequência de fatores influenciáveis da experiência que se pode tirar dentro de um evento.

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Alguns exemplos são: Atendimento da casa desde hostess até o dono do espaço, valores cobrados dentro da mesma, tanto pra bebidas quanto para outros serviços como chapelaria, a forma como a produção lida com erros técnicos e se esses erros são reparados, o tamanho da pista e se há espaço nela, a qualidade do som (caixas, subs, equalização), iluminação muito clara ou muito escura, reação do público diante o trabalho ali feito do DJ, se é uma pista que dança muito ou não, a sua identificação com as pessoas que ali estão, segurança do local, limpeza, conforto, se tem um fumódromo bacana e etc.

Cada um sabe da sua experiência aos locais que frequenta sendo essa uma sensação muito pessoal, mas é sempre bom lembrar que há mais de uma perspectiva a ser vista sobre a qualidade do evento que se frequenta, e que nem sempre a culpa é, somente, do DJ.

Por: - 2 meses atrás
Especiais Música

Gratidão, empatia e avanço são práticas que todos deveríamos seguir constantemente desde a infância. São palavras e condutas que ao adotarmos proporcionam qualidade de vida e bons frutos! Digo por experiência própria!

Há oito meses atuo como produtora cultural/executiva/correriatotal na Bandida.

Movidas pelas palavras-chave citadas acima, em 8 meses conquistamos 1k+ likes orgânicos na page, 500+ followers no instagram, realizamos 7 festas bem lindas, dentre elas algumas edições gratuitas/0800/narua/pra todos, fizemos parcerias com outras festas, tivemos atração gringa, chamamos 8 artistas entre MCs, DJs e fotógrafos, integramos lineups de eventos muito representativos dentro de seus cenários, atualmente, alimentamos junto com a Feminine Hifi esta coluna semanal na Dettona, iniciamos um projeto para abordar disseminação de sonoridades periféricas e participamos ativamente do núcleo da Casa Judith, um espaço de resistência artística com foco em “minorias”.

Além desses feitos, as conquistas pessoais vão além. Ao longo desse processo, conhecemos inúmeras pessoas maravilhosas e o que aprendemos, apenas a instituição da vida ensina!

Como a firma não para e só tem melhoria por vir, aproveito o espaço para anunciar duas realizações fresquinhas:

Estamos no spotify e já está no ar a primeira playlist pela nossa querida Sijeh no maior mood “Sarra e Chora”:

E no próximo dia 15.09,  vamos celebrar junto com as gatas da animalia a parceria que firmamos com o RETETE. Para esta edição, juntamos a exturdia para fazer aquele fervo neurótico conceitual na Casa da Luz: confira aqui!

Esses marcos ficam gravados porque revelam a força da nossa mensagem chegando cada vez a mais espaços, compartilhados com mais pessoas interessadas em fazer despertar a verdadeira essência. Essas pequenas grandes realizações que me movem, me fazem acreditar que dá pra fazer e que fica maravilhoso quando feito com vontade!

E você? O que te move?

 

Jéssica Paulinne é publicitária por formação, vegetariana e feminista pela vida, produtora cultural na prática (e com muito amor) dentro do coletivo Bandida.

Por: - 2 meses atrás
Colunas

A arte está em tudo. Ela permeia, afunda e transborda tudo aquilo que toca. É o encontro do natural e cultural nos possibilitando também sentir o outro e contar uma história.

Na vida de um jovem de periferia, ela não está longe como ele pensa, ela vive na ponta de uma rima, no tamborim de uma roda-de-samba-sem-querer da rua, no play do YouTube pra ouvir aquele beat nervoso e também dentro de si mesmo. Cada jovem com sua singularidade, talento e determinação e… nenhuma estrutura, caminho mais fácil ou amigo de uma amiga pra dar uma força.

Nesse momento, tudo parece longe, qualquer emprego pra se manter parece mais possível do que viver de arte. O desânimo bate, expectativas nem se ouve falar e mesmo assim não se desiste. Tudo sempre foi difícil, tá acostumado.. mas é que é tão gostoso quando vem de dentro. Desde sempre fez muito com pouco e quando pinta a chance, você nem pensa direito, quando vê já está lá dentro, nem sabe se vai dar, mas aguentar chefe babaca não seria melhor.

A falta é o que nos move. Ela exercita o corpo e faz pensar a cabeça. Essa é a alta tecnologia de um corpo periférico. Conseguir fazer mais com menos e fazer bem feito, fincar o pé e bater no peito com respeito. Porque se bobear, não vai ter caminho mais fácil ou um brother pra dar um arrego. É também a força que determina. Corpos pensantes e cabeças sem medo.

 

Rafaela Andrade, Rafa, Bad, Badinha, BadSista é DJ, produtora musical, e idealizadora do coletivo Bandida.

Por: - 3 meses atrás
Colunas Especiais Música

Há um quesito contestado por todos o tempo inteiro sobre o “certo” e o “errado” diante da produção musical que muito me intriga.

A música como arte se dá através de técnica, habilidade, capacidade de expressão, comunicação, leitura, releitura, manifestação e inúmeros outros elementos.

Dentro desse contexto a dúvida recorrente é: Qual caminho devo seguir diante da arte que quero fazer? E a resposta: pesquise, estude e tenha discernimento.

A pesquisa é fundamental, questionamentos são necessários e respeite seus próprios métodos, pois muitas pesquisas/respostas dirão o “certo” e “errado” sobre o uso de qual programa/software.

Sabendo que não existe regra, devemos aprender sobre tudo a nossa volta e tudo que é solicitado. Muitos produtores e DJs insistem em dizer o que devemos usar para produzir/discotecar, como devemos fazer, etc.

****deixarei uma nota bem clara sobre essas opiniões****
– Qual o intuito de dizer que o programa “X” é melhor que “Y”? Ouvir isso de “amigos” e “educadores” soa limitante e agressivo.

Existem diversos programas/softwares, cada qual com suas funções, qualidades e bugs. Não tem como dizer “use Logic Pro” pra quem não usa Mac, sendo que você é livre pra buscar softwares que se encaixam na sua necessidade. E, não tem como falar pra não usar o “Logic Pro”, sendo que é um software feito para o Mac.

Cada software é feito de maneira diferente, e cada um é exatamente feito para nós! E como isso? Veja os seus requisitos.

O que quer para produzir música eletrônica? Software mais leve? Qual layout te chama mais atenção? Teste e pesquise todos. Busque todos os tipos de informações.  A música eletrônica veio simplesmente do ruído, do nascer das máquinas, das criações feita por nós, seres humanos, juntamente com a natureza à nossa volta (e com os memes remix).

Como indicação final, na parte I de uma série de textos nos quais falarei sobre educação+eletrônica, deixo esta frase de um livro extraordinário contextualizando o começo (ou não) da música eletrônica.

“É preciso romper este círculo estreito de sons puros e conquistar a
variedade infinita dos “sons-ruídos”. 

A Arte dos Ruídos – Luigi Russolo

 

 

Sijeh é o alterego livre de Letícia Martinez, que transita no cenário de música eletrônica desde os 15 anos. Produtora musical e DJ, atua no duo Yung Braza e como residente no coletivo Bandida.

Por: - 4 meses atrás