Daniella Pimenta, Author at DETTONA » DETTONA
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Especiais São Paulo Vamoo

Salve, Dettona! Estamos de volta, e essa semana viemos para convidar todxs a comparecer na nossa sétima edição oficial de rua, que rola no próximo dia 5 de agosto das 14h às 22h no CDHU Voith, zona oeste da capital paulista.

Essa sessão contará com a presença de 10 mulheres no line. Serão cinco seletoras, levando para a rua o puro creme da música jamaicana em vinil, e cinco cantoras, passando a mensagem e animando o público durante as oito horas de evento. Conheçam um pouquinho mais do trabalho de cada uma das presentes nessa edição!

Na seleção

Lys Ventura: produtora executiva de projetos como a festa Fresh! e da cantora Laylah Arruda, Lys é uma apaixonada pela sonoridade jamaicana desde muito nova. Sua coleção inclui títulos raros, garimpados diretamente na fonte em viagem à Jamaica.

Leticia Michelman: seletora que começa a dar seus primeiros passos no cenário sound system, Letícia mergulha profundamente nos sons desde os roots 70 até os steppas mais atuais.

Vitória Janês: também um novíssimo talento no sound system, Vitória é seletora integrante do BonsuSound Sistema de Som.

Rude Mamma: uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Rude Mamma atua há mais de uma década no cenário sound system. Sua especialidade é o dancehall, mas ela passeia com propriedade pelo roots, rub-a-dub e steppa.

Lovesteady: também uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Lovesteady transita nas pistas entre Floripa, onde mora atualmente, e SP, onde concentra boa parte do seu trabalho até hoje.

No microfone

Drika Soares: singjay e musicista, é integrante do coletivo Reggae Vibes Sounds e fundadora do Maria Ghetto Sistema de Som.

Regiane Cordeiro: atua na música Rastafari desde 2015 e atualmente nos conhecimentos das vertentes da cena Sound System. Busca a elevação do espírito através de som.

Sistah Mari: com alguns anos de caminhada na cultura reggae, a cantora é integrante do Maria Ghetto Sistema de Som e canta a luta da mulher preta periférica.

Dai Steady: matadora no toaster style, a jovem Dai usa o microfone para passar mensagens de conscientização e de afirmação e resistência feminina na sociedade.

Pocket show

Carol Afreekana: contamos um pouquinho do trabalho da poetisa Carol Afreekana neste post, confira! Na Feminine #7 ela comparece com um pocket show de tambores nyabinghi e dub poetry, elevação através da música!

Compareçam!

Feminine Hi-Fi edição #7
Sábado, 5 de agosto, das 14h às 22h – na rua, de graça
CDHU Voith – Campão – Rua Friedrich Von Voith, altura do 1790 – Jaraguá – SP/SP

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Por: - 1 dia atrás
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Colunas Especiais

Salve, Dettona! Voltamos mais uma vez, e nessa ocasião falaremos um pouco do trabalho de uma mana profundamente inserida nessa rica cultura sound system e reggae, e que merece destaque em relação ao trampo que vem desenvolvendo. Queremos apresentar a vocês o álbum Seso Wo Suban da dub poetisa Carol Afreekana. Confere aí!

Um pouco mais sobre Carol Afreekana

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Caroline Arruda aka Carol Afreekana desde pequena trazia consigo o sonho de cantar, mas por conta da sua timidez este sonho foi bloqueado em diversos momentos de sua vida. Na adolescência, Carol passou a cantar na igreja da qual fazia parte. À medida em que foi crescendo, amadurecendo e entendendo a forma de vivência Rastafari, partiu para outros rumos.

Focada nos cânticos nyahbinghi e em escritura sagrada, ela iniciou seu trabalho como poetisa e autora do blog Mundo Africano, onde compartilha seus textos cheios de conexão interior e exterior, com o mundo do feminino sagrado e ancestral. Inspirada por mulheres africanas e jamaicanas como Aisha, Daba Makourejah, Ranking Ann, Dezarie, Empress Cherisse, atualmente está buscando desenvolver seu trabalho como forma de luta e militância pelo movimento negro e Rastafari. Carol se baseia no lado mais espiritual e teocrático do movimento como inspiração em suas obras de dub poetry.

O que é dub poetry?

Dub poetry surgiu na Jamaica durante o início da década de 1970, influenciado pelo Dub. Ao contrário de deejaying (também conhecido como toasting), onde se improvisa sobre os riddims, o dub poetry é desenvolvido com preparo anterior e ensaios. A musicalidade é construída com base na poesia. Geralmente é executado primeiramente sem música de apoio, desenvolvendo um discurso cantado com acentuação rítmica pronunciada e estilização dramática de gesto. Os poemas abrangem vários temas, incluindo protestos contra o racismo e temas religiosos como rastafari.

Seso Wo Suban

O EP Seso Wo Suban, primeiro álbum da mana Afreekana, nasceu de um convite do produtor Guux (Gustavo Braga – Jah Tallawah), depois de conferir uma sessão e ter ouvido a cantora recitar algumas de suas poesias em versões instrumentais de reggae.

“Reuni neste trabalho, depois de um tempo de estudo sobre dub poetry, algumas das poesias que transformaram e diariamente têm esse poder de mudar e fortalecer a minha vida, por isso o trabalho leva o nome do adinkra que significa Transformação de Vida (Seso Wo Suban), visando e priorizando levar a auto-estima à mulher, especialmente preta. Algumas poesias também são a exaltação feminina e ao sagrado feminino, aos segredos de oração (cultura Rastafari), crescimento espiritual e fortalecimento acerca de honra aos ancestrais”, conta Carol.

O trabalho ficou simplesmente incrível. Você pode ouvir agora mesmo no Spotify.

 

Por: - 2 semanas atrás
Marconi Henrique
Sem categoria

Em primeiríssimo lugar, antes de mais nada, gostaríamos de agradecer imensamente à equipe Dettona, que nos fez esse convite massa para compartilharmos juntos às manas maravilhosas do coletivo Bandida esse espaço!

Pra começar, nos apresentamos.

A Feminine Hi-Fi é um projeto que propõe a inserção massiva das mulheres no cenário reggae sound system. O principal foco do nosso trabalho é incentivar e fundir conhecimento e música através de sessões de reggae capitaneadas apenas por mulheres. Estamos atuando desde o início de 2016, e desde então as nossas festas de rua já reuniram mais de 40 mulheres nos line-ups. Além da festa em si, a Feminine Hi-Fi tem outras frentes de trabalho, como atividades de estímulo ao aprendizado e compartilhamento de informações, e o selo Feminine Tunes, dedicado à gravação, promoção e distribuição musical com foco nas vozes femininas do reggae.

A Feminine Hi-Fi não é exatamente um coletivo, no sentido clássico da coisa. Temos nossa “célula” de produção, que é composta por mim (Dani “I-Pisces” Pimenta), pela Laylah Arruda, pela Renata “Rude Mamma” Aguiar e pela Andrea “Lovesteady” Soriano, mas a Feminine acaba sendo uma grande família formada por todas as manas que passaram ou vão passar pelas nossas edições.

Sessões de reggae capitaneadas apenas por mulheres

A escolha musical dos nossos eventos passa por todas as eras sonoras da Jamaica, com seleção feita basicamente em discos de vinil. As canções são interpretadas pelas cantoras convidadas de uma forma única.

Nossa iniciativa nasceu da necessidade de tentar chegar em um equilíbrio de gêneros na balança dos lines de festas sound system. Nesse cenário massivamente comandado e protagonizado por homens, as mulheres sempre tiveram pouquíssimos momentos de destaque, e isso não fazia o menor sentido. Nossa intenção é apresentar e estabelecer esse diálogo, despertando a reflexão sobre a necessidade de equidade e mudando o paradigma/lenda/falácia de que não há mulher talentosa o suficiente para levar uma sessão, seja na rua, seja onde for.

Chega junto pra acompanhar nossa missão e trocar uma ideia conosco, vamos trocar e compartilhar!

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*foto: Marconi Henrique

Por: - 4 semanas atrás