Daniella Pimenta, Author at DETTONA » DETTONA
Especiais Música

Uma das grandes revelações do cenário independente, a cantora Aghata Saan acaba de lançar seu primeiro álbum em parceria com os produtores Abduzidub (Bruno e Vinícius Lima). O EP “Aghata Saan & Abduzidub” reflete as influências da cantora, MC, seletora e sonoplasta do extremo sul de São Paulo: a cultura Sound System e do Bass unidas à música brasileira, além de uma forte referência à música reggae underground, urbana e moderna.

As letras abordam questões da sociedade contemporânea, sobre o feminino, críticas sociais, mensagens de paz e elevação espiritual. O EP retrata o caos urbano tropical transmutado em sonoridades graves e minimalistas, envolvendo o ouvinte sinestesicamente em reflexões e movimentos. Este é o primeiro álbum de dubstep brasileiro com vocal feminino.

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Música

Olá leitores do Dettona! Nessa semana trazemos mais três grandes mulheres do reggae contemporâneo que você precisa conhecer e ouvir. Confere só:

Aisha

Inglesa, filha de pais jamaicanos,começou a cantar no soundsystem de seu pai aos 8 anos. Dona do timbre de sucessos como ‘Do not Tell Me No Lies’ e ‘Raise Your Voice’, ela se apresenta no Brasil no próximo dia 28/10 junto ao produtor Mad Professor, no tradicional baile Java comandado pelo Dubversão Sistema de Som em São Paulo.

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Xana Romeo

Xana Romeo é o nome artístico de Azna Smith, filha de Max Romeo, músico consagrado na Jamaica e muito respeitado em todo o mundo.

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Nish Wadada

Nish Wadada é uma compositora e cantora nascida em Cabo Verde, mas que viveu grande parte de sua vida em Rotterdam, Holanda. Vinda de um ambiente de música zouk onde cantou durante 15 anos, ela entrou no mundo do reggae em 2004 como uma vocalista de uma banda de reggae chamada “Delidel Touch”.

Saiba mais: Nish Wadada

Por: - 2 meses atrás
Entrevista Especiais Música

Apesar do espaço ser ainda longe do ideal quando o assunto é a mulher no cenário de sistemas de som, temos felizmente um cenário em crescimento em relação às cantoras, mcs e seletoras/DJs. Porém, esse mesmo espaço ainda está sendo conquistado a duras penas na produção musical, que é um terreno extremamente fértil mas que ainda é quase que totalmente ocupado pelos homens, sobretudo no reggae/dub.

Um dos nomes da produção musical que mais vêm crescendo na cena UK é a italiana Sista Habesha. Além de produzir, ela também faz seleções cheias de energia e mensagens conscientes. Conversamos com ela, que é realmente uma pessoa iluminada e cheia de boas vibes como suas músicas. Confere aqui um pouquinho da caminhada dessa mana e saiba mais sobre o seu próximo lançamento em vinil, que rola em 26 de setembro.

Feminine Hi Fi: conta pra gente um pouco sobre sua história, quem é Habesha, como você começou a selecionar e produzir?

Habesha: Comecei a produzir dub em torno de 2008, enquanto vivia em Londres. Diferente de ​​outros produtores comecei a produzir primeiro e a selecionar mais tarde. Como eu costumava tocar piano, caminhando no caminho RasTafari e ouvindo dub produzido na UK, me senti muito familiarizada com a criação de minhas próprias faixas digitais, e comecei a fazer isso conectando um teclado midi a um software de música. O resto veio por si mesmo, riddim após o riddim, e minhas produções definiriam cada vez mais o estilo steppa melodioso e militante, que hoje é amplificado e ecoa nos meus sets de DJ e meu novo selo Habeshites.

FHF: No dia 26 de setembro você lança em vinil o single INI SHEPHERD. Como foi o processo criativo deste riddim e o que podemos esperar desse novo som lançado pelo seu selo Habeshites?

H: O primeiro lançamento do Habeshites apresenta um dos meus riddims, com Arkaingelle e Prince David (Moa Anbessa) nos vocais. Acredito que o processo criativo deste riddim começou em 2015, quando conheci o Inner Standing Sound da Califórnia no Festival UNOD (Reino Unido) e ganhei um pack de acappellas que eu poderia remixar. Todos eram bons vocais e eu estava entusiasmada com alguns deles, mas, por algum motivo, o primeiro que escolhi foi o de Arkaingelle, de uma música lançada no selo “Zion I Kings” em 2014. Construí um riddim completamente novo para esta bela música, dando-lhe a vibração de um steppa. Carreguei o vocal no software, me sintonizei nas palavras e criei uma paisagem sonora para a letra significativa que eu escolhi. Então levei as faixas para o estúdio Moa Anbessa e o produtor Buriman mixou e começou tocar nas festas da Europa.

A música foi imediatamente amada pelas pessoas. E durante um dos sets de Moa Anbessa, em Veneza, Buri tocou a versão Arkaingelle e o instrumental depois, Prince David estava no microfone e, do nada, ele apenas começou a cantar “The Lord is InI Shepherd…” . Ele tinha acabado de escrever essas letras e ainda não tinha tido a chance de pensar no riddim. Eu estava absolutamente animada com o que acabara de ouvir e imediatamente pedi para gravá-lo, e ele concordou. Então Prince David gravou seu vocal, Buri o mixou e, depois disso, as músicas passaram de mão em mão. Aba Shanti (um dos maiores produtores e operadores de sound system da UK) fez suas próprias mixagens e também começou a tocar em suas apresentações. Buri e eu mesma também tocamos em nossas apresentações, e essas músicas sempre foram muito apreciadas pelo público.

Dou graças pela força, apoio e encorajamento recebido e estou muito feliz por poder entregar essas músicas às pessoas que aguardaram esse lançamento com muito carinho.

FHF: Qual mensagem você enviaria para as mulheres que são inspiradas por você e também querem produzir e tocar/selecionar?

H: Para as irmãs que querem selecionar e produzir, eu digo: evite se concentrar no que você não pode fazer, sempre haverá algo, concentre-se em vez do que você pode fazer e sempre em como melhorar. A vida é um processo de aprendizagem em tudo o que fazemos… Sendo humanos, todos os dias aprendemos a sermos nós, o mundo muda todos os dias, o mundo muda e nos adaptamos inconscientemente, assim como a música e a tecnologia. Portanto, não tenha medo, ou melhor ainda, como Jah9 diz: BE UNAFRAID, sem medo de tentar, falhar, tentar novamente e mais do que qualquer coisa esteja totalmente sem medo de ser você mesma, em primeiro lugar. Não se trata de ser uma produtora mulher, sim de produzir música, ou cantar, ou seletar, é estar presente e expressar o que sente, homem ou mulher, é preciso de amor, paixão, tempo, compromisso e sacrifícios. Então, irmãs FORWARD, na casa do Pai há muitas mansões pra todas nós!

 

Foto da capa: Lucas Strazzeri

Por: - 2 meses atrás
Especiais Música

Salve, família Dettona! Trazemos hoje três grandes mulheres do reggae contemporâneo que você precisa conhecer e ouvir. Confere só:

Jah 9

Talvez o maior nome feminino do reggae na atualidade, a cantora Jah 9 é jamaicana, e reflete no seu canto sua profunda ligação com o sagrado feminino e a espiritualidade. Adepta da religião rastafari, sua voz poderosa e forte emana mensagens conscientes. A vida da cantora é permeada pelas atuações sociais. Em 2015, enquanto esteve em turnê na Itália e em Malta, Jah 9 conviveu com refugiados africanos compartilhando com eles uma visão sobre o novo ambiente que eles enfrentariam, o bem-estar natural e a ioga / respiração como terapia de cura.

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Queen Omega

Nascida em Trinidad, iniciou na música aos 9 anos de idade. Teve sua carreira musical encorajada pela mãe, e desde jovem participou de shows de grandes nomes do reggae, como Luciano, Glen Washington e Bushman, entre outros. Sua primeira viagem à Jamaica aconteceu no ano 2000, e desde então tudo mudou para a cantora, que abraçou a religião rastafari. Seu caminho espiritual refletiu em seu trabalho, com letras profundamente conscientes.  

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Hempress Sativa

Filha do lendário baterista e seletor Albert “Ilawi Malawi”Johnson, a jovem Hempress Sativa teve seus primeiros contatos com a música ainda bem criança, por volta dos 4 anos, por meio da coleção de discos de reggae do seu pai e da influência rastafari de sua mãe. Sua primeira apresentação foi aos 13 anos de idade, e desde então a artista cravou definitivamente seu nome no reggae. É forte militante a favor da descriminalização da cannabis.

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Por: - 2 meses atrás
Colunas Especiais

“Canto sobre o amor, contra a violência, e sobre como educar com carinho as crianças de hoje.” Foi passando essa mensagem cheia de positividade que a cantora Nina Girassóis começou a dar os seus passos oficialmente na música reggae.

Há cerca de dois anos, a paulistana Nina gravou seus primeiros dubplates (versões exclusivas de uma música dedicadas especialmente para determinados coletivos, sistemas de som, festas ou seletores) para o DJ e produtor Paulera, no Rockystudio. Entre seus primeiros materiais gravados estão uma releitura da música Imunização Racional, de Tim Maia, e uma versão da canção Police and Thieves, do jamaicano Junior Murvin.

Hoje ela atua como backing vocal na banda Orgânica, que suporta a cantora Laylah Arruda, e faz diversas participações solo em festas de rua e shows. Com a Orgânica, a cantora já passou pelo palco do Festival Batuque, que acontece há vários anos no Sesc Santo André e reúne os grandes nomes da música negra mundial, e como artista solo já passou pelos lines da Feminine Hi-Fi e também por eventos como o show da banda Braza.

Fique ligadx pois aí vem novidade: em setembro, Nina lança o single “Resound” pelo selo da Feminine Hi-Fi!

Ouça e saiba mais sobre o trabalho da cantora em seu canal do SoundCloud!

Por: - 3 meses atrás