Daniella Pimenta, Author at DETTONA » DETTONA
Especiais Música

Salve, família Dettona! Trazemos hoje três grandes mulheres do reggae contemporâneo que você precisa conhecer e ouvir. Confere só:

Jah 9

Talvez o maior nome feminino do reggae na atualidade, a cantora Jah 9 é jamaicana, e reflete no seu canto sua profunda ligação com o sagrado feminino e a espiritualidade. Adepta da religião rastafari, sua voz poderosa e forte emana mensagens conscientes. A vida da cantora é permeada pelas atuações sociais. Em 2015, enquanto esteve em turnê na Itália e em Malta, Jah 9 conviveu com refugiados africanos compartilhando com eles uma visão sobre o novo ambiente que eles enfrentariam, o bem-estar natural e a ioga / respiração como terapia de cura.

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Queen Omega

Nascida em Trinidad, iniciou na música aos 9 anos de idade. Teve sua carreira musical encorajada pela mãe, e desde jovem participou de shows de grandes nomes do reggae, como Luciano, Glen Washington e Bushman, entre outros. Sua primeira viagem à Jamaica aconteceu no ano 2000, e desde então tudo mudou para a cantora, que abraçou a religião rastafari. Seu caminho espiritual refletiu em seu trabalho, com letras profundamente conscientes.  

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Hempress Sativa

Filha do lendário baterista e seletor Albert “Ilawi Malawi”Johnson, a jovem Hempress Sativa teve seus primeiros contatos com a música ainda bem criança, por volta dos 4 anos, por meio da coleção de discos de reggae do seu pai e da influência rastafari de sua mãe. Sua primeira apresentação foi aos 13 anos de idade, e desde então a artista cravou definitivamente seu nome no reggae. É forte militante a favor da descriminalização da cannabis.

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Por: - 2 semanas atrás
Colunas Especiais

“Canto sobre o amor, contra a violência, e sobre como educar com carinho as crianças de hoje.” Foi passando essa mensagem cheia de positividade que a cantora Nina Girassóis começou a dar os seus passos oficialmente na música reggae.

Há cerca de dois anos, a paulistana Nina gravou seus primeiros dubplates (versões exclusivas de uma música dedicadas especialmente para determinados coletivos, sistemas de som, festas ou seletores) para o DJ e produtor Paulera, no Rockystudio. Entre seus primeiros materiais gravados estão uma releitura da música Imunização Racional, de Tim Maia, e uma versão da canção Police and Thieves, do jamaicano Junior Murvin.

Hoje ela atua como backing vocal na banda Orgânica, que suporta a cantora Laylah Arruda, e faz diversas participações solo em festas de rua e shows. Com a Orgânica, a cantora já passou pelo palco do Festival Batuque, que acontece há vários anos no Sesc Santo André e reúne os grandes nomes da música negra mundial, e como artista solo já passou pelos lines da Feminine Hi-Fi e também por eventos como o show da banda Braza.

Fique ligadx pois aí vem novidade: em setembro, Nina lança o single “Resound” pelo selo da Feminine Hi-Fi!

Ouça e saiba mais sobre o trabalho da cantora em seu canal do SoundCloud!

Por: - 1 mês atrás
Colunas Entrevista

Um dos nomes que têm se destacado no cenário independente feminino, a cantora Sistah Chilli – Paula Manzano no RG – é cria do sound system e transita entre o reggae e o rap para passar sua mensagem. Confira um pouco de quem é a Chilli, como é seu trabalho, e como nasceu seu primeiro EP, “Afronta Sonora”.

Quem é a Sistah Chilli?

 

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Sistah Chilli é uma mulher de 31 anos, mãe de um garoto maravilhoso, que começou a vida na cultura sound system. Com vivência entre punk e skinheads eu percebi que existe uma linguagem que não chegava na periferia e, basicamente, eu sou uma mulher bocuda que queria que outras pessoas ouvissem o que era tão viável contraculturalmente mas que não tinha acessibilidade na periferia. Eu sou cabeça dura, briguenta e escorpiana mas tenho coração enorme, e ele é filtro para os assuntos que procuro explanar em minhas músicas.

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Por: - 2 meses atrás
Especiais São Paulo Vamoo

Salve, Dettona! Estamos de volta, e essa semana viemos para convidar todxs a comparecer na nossa sétima edição oficial de rua, que rola no próximo dia 5 de agosto das 14h às 22h no CDHU Voith, zona oeste da capital paulista.

Essa sessão contará com a presença de 10 mulheres no line. Serão cinco seletoras, levando para a rua o puro creme da música jamaicana em vinil, e cinco cantoras, passando a mensagem e animando o público durante as oito horas de evento. Conheçam um pouquinho mais do trabalho de cada uma das presentes nessa edição!

Na seleção

Lys Ventura: produtora executiva de projetos como a festa Fresh! e da cantora Laylah Arruda, Lys é uma apaixonada pela sonoridade jamaicana desde muito nova. Sua coleção inclui títulos raros, garimpados diretamente na fonte em viagem à Jamaica.

Leticia Michelman: seletora que começa a dar seus primeiros passos no cenário sound system, Letícia mergulha profundamente nos sons desde os roots 70 até os steppas mais atuais.

Vitória Janês: também um novíssimo talento no sound system, Vitória é seletora integrante do BonsuSound Sistema de Som.

Rude Mamma: uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Rude Mamma atua há mais de uma década no cenário sound system. Sua especialidade é o dancehall, mas ela passeia com propriedade pelo roots, rub-a-dub e steppa.

Lovesteady: também uma das idealizadoras e fundadoras da Feminine Hi-Fi, Lovesteady transita nas pistas entre Floripa, onde mora atualmente, e SP, onde concentra boa parte do seu trabalho até hoje.

No microfone

Drika Soares: singjay e musicista, é integrante do coletivo Reggae Vibes Sounds e fundadora do Maria Ghetto Sistema de Som.

Regiane Cordeiro: atua na música Rastafari desde 2015 e atualmente nos conhecimentos das vertentes da cena Sound System. Busca a elevação do espírito através de som.

Sistah Mari: com alguns anos de caminhada na cultura reggae, a cantora é integrante do Maria Ghetto Sistema de Som e canta a luta da mulher preta periférica.

Dai Steady: matadora no toaster style, a jovem Dai usa o microfone para passar mensagens de conscientização e de afirmação e resistência feminina na sociedade.

Pocket show

Carol Afreekana: contamos um pouquinho do trabalho da poetisa Carol Afreekana neste post, confira! Na Feminine #7 ela comparece com um pocket show de tambores nyabinghi e dub poetry, elevação através da música!

Compareçam!

Feminine Hi-Fi edição #7
Sábado, 5 de agosto, das 14h às 22h – na rua, de graça
CDHU Voith – Campão – Rua Friedrich Von Voith, altura do 1790 – Jaraguá – SP/SP

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Por: - 2 meses atrás
Colunas Especiais

Salve, Dettona! Voltamos mais uma vez, e nessa ocasião falaremos um pouco do trabalho de uma mana profundamente inserida nessa rica cultura sound system e reggae, e que merece destaque em relação ao trampo que vem desenvolvendo. Queremos apresentar a vocês o álbum Seso Wo Suban da dub poetisa Carol Afreekana. Confere aí!

Um pouco mais sobre Carol Afreekana

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Caroline Arruda aka Carol Afreekana desde pequena trazia consigo o sonho de cantar, mas por conta da sua timidez este sonho foi bloqueado em diversos momentos de sua vida. Na adolescência, Carol passou a cantar na igreja da qual fazia parte. À medida em que foi crescendo, amadurecendo e entendendo a forma de vivência Rastafari, partiu para outros rumos.

Focada nos cânticos nyahbinghi e em escritura sagrada, ela iniciou seu trabalho como poetisa e autora do blog Mundo Africano, onde compartilha seus textos cheios de conexão interior e exterior, com o mundo do feminino sagrado e ancestral. Inspirada por mulheres africanas e jamaicanas como Aisha, Daba Makourejah, Ranking Ann, Dezarie, Empress Cherisse, atualmente está buscando desenvolver seu trabalho como forma de luta e militância pelo movimento negro e Rastafari. Carol se baseia no lado mais espiritual e teocrático do movimento como inspiração em suas obras de dub poetry.

O que é dub poetry?

Dub poetry surgiu na Jamaica durante o início da década de 1970, influenciado pelo Dub. Ao contrário de deejaying (também conhecido como toasting), onde se improvisa sobre os riddims, o dub poetry é desenvolvido com preparo anterior e ensaios. A musicalidade é construída com base na poesia. Geralmente é executado primeiramente sem música de apoio, desenvolvendo um discurso cantado com acentuação rítmica pronunciada e estilização dramática de gesto. Os poemas abrangem vários temas, incluindo protestos contra o racismo e temas religiosos como rastafari.

Seso Wo Suban

O EP Seso Wo Suban, primeiro álbum da mana Afreekana, nasceu de um convite do produtor Guux (Gustavo Braga – Jah Tallawah), depois de conferir uma sessão e ter ouvido a cantora recitar algumas de suas poesias em versões instrumentais de reggae.

“Reuni neste trabalho, depois de um tempo de estudo sobre dub poetry, algumas das poesias que transformaram e diariamente têm esse poder de mudar e fortalecer a minha vida, por isso o trabalho leva o nome do adinkra que significa Transformação de Vida (Seso Wo Suban), visando e priorizando levar a auto-estima à mulher, especialmente preta. Algumas poesias também são a exaltação feminina e ao sagrado feminino, aos segredos de oração (cultura Rastafari), crescimento espiritual e fortalecimento acerca de honra aos ancestrais”, conta Carol.

O trabalho ficou simplesmente incrível. Você pode ouvir agora mesmo no Spotify.

 

Por: - 2 meses atrás