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Um dos nomes que têm se destacado no cenário independente feminino, a cantora Sistah Chilli – Paula Manzano no RG – é cria do sound system e transita entre o reggae e o rap para passar sua mensagem. Confira um pouco de quem é a Chilli, como é seu trabalho, e como nasceu seu primeiro EP, “Afronta Sonora”.

Quem é a Sistah Chilli?

 

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Sistah Chilli é uma mulher de 31 anos, mãe de um garoto maravilhoso, que começou a vida na cultura sound system. Com vivência entre punk e skinheads eu percebi que existe uma linguagem que não chegava na periferia e, basicamente, eu sou uma mulher bocuda que queria que outras pessoas ouvissem o que era tão viável contraculturalmente mas que não tinha acessibilidade na periferia. Eu sou cabeça dura, briguenta e escorpiana mas tenho coração enorme, e ele é filtro para os assuntos que procuro explanar em minhas músicas.

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Por: - 2 meses atrás
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Comemorando o nosso primeiro ano nas tardes e noites paulistanas, nada mais justo que uma série de matérias e lançamentos com as pessoas que possibilitaram que isso virasse realidade, os Djs e produtores que nos cercam e nos enchem de inspiração. Recentemente lançamos  a COLETTA #001 com a produção de diversos nomes de peso e hoje trazemos esse bate-papo foda com Fourtwonil, que é peça fundamental dentro dessa família que o DETTONA se tornou. Confira o bate-papo:

Nome: Murilo Portescheller

Idade:24 anos

Maior influência musical: M83

Uma marca: AKAI <3

Um sonho: Terminar a facul de Eng. Eletrônica logo pra começar a montar e distribuir meus equipos pra geral da cena.

1) Fourtwonil, de onde veio esse nome e o que ele representa para o Murilo?

Cara, nao sei te dizer daonde surgiu pq meus “brainstorms” pra pensar nuns nomes novos são bem nada a ver. Mas pra entender o que significa, separa tudo que fica mais fácil: FOUR (quatro) TWO (dois) NIL (nada/zero). O projeto em si representa mais uma das minhas fases musicais, que sempre rolaram (e sempre foram bem distintas uma das outras) e é por meio disso que eu solto umas produções próprias e, principalmente, mostro um pouco do que eu ouço direto nos rolês que eu toco.

2) Como tudo isso começou? Seu envolvimento com a música, decidir tocar…?

Tudo começou em 2005 quando meu pai e meu irmão me encheram o saco (no bom sentido) pra começar a tocar guitarra porque eu sou canhoto hahaha fui criado por um Beatlemaníaco que tem um pezão no Jazz, então nem foi difícil me convencer. Aí comecei a escrever uns sons e letras próprias, tive uma banda (bem foda, por sinal) e acabei me dando conta do quanto eu era egoísta pra trampar junto hahaha saí da banda pra começar a produzir minhas músicas saindo do Indie Rock e indo pro Digitalism e afins, no fim de 2010. Aí fui só acompanhando essas vibes diferentes do meu gosto musical ao longo dos anos… Tive o Supermassive Wave (total influenciado por Washed Out e M83) e agora to nessa do Fourtwonil, que vai mais pro eletrônico puxado pro Rap, Soul e Bass, que tive contato quando morei em Manchester em 2011 e tenho um amigo que é tipo uma bíblia do assunto (é nois, Vitasso <3).

Foto: Ihateflash

Foto: Ihateflash

3) Qual a história por trás do Growllective? Como esse projeto tem influenciado sua vida e seu trabalho?

Volta pro Supermassive Wave: em 2012 fui chamado por um label de Chicago pra lançar um EP por lá. Rendeu 5 faixas nas quais me amarro até hoje, só que tomei um calote PESADO do dono do selo, que fudeu mais uns 3 além de mim, e fiquei extremamente puto com isso. Cheguei até a lançar um disco de 10 faixas no ano seguinte, mas um mês depois de soltar desencanei do projeto e terminei com o SupWave. Depois de uns meses desiludido com isso, voltei a produzir – aí que começou o Fourtwonil – e pensei “porra, vou criar meu próprio selo pra lançar meus sons e tentar ajudar outra galera a não passar por o que eu passei”. Pode até soar meio clichê isso, mas essa era a intenção desde sempre. Depois de uns meses comecei a procurar gente pra lançar pelo Growllective. Os dois primeiros a confiarem em mim pra isso foram o Parker Lee, monstrão de Washington, DC que sumiu do mapa seis meses depois e a Rafa aka Bad$ista, que eu não preciso falar nada né.

A partir daí vieram vários nomes fodas (tipo William Crooks, Silo, HALPE) e o selo era uma plataforma pra qualquer um ser lançado, nem tinha um roster nada. Eu tentei varias vezes fazer tipo um time de artistas, mas passei por uns tempos fodas da minha vida que me fizeram deixar o selo de lado por muuuito tempo. Mesmo assim, nunca tive coragem de apagar isso da minha vida e, demorei, mas voltei a ativa com o selo graças a algumas pessoas em especial: todos do Dettona, o Thiago e a Rafa (TAP & BadSista) que não desistiram de mim hahaha e o Vitor Zanirato, do low Life Collective. Todos esses sempre falaram coisas que me fizeram parar pra pensar na parada foda que eu tinha feito com o selo e vou ser eternamente grato à vcs!

Agora fica ligeiro que tem um time PESADO no selo, com um monte de produtor brasileiro + o americano blkwhte que eu espero que o selo ajude do jeito que der a crescer mais e mais pq os caras são a mais de talentosos!

4) Você está com o Dettona desde o começo, quando pensamos em fazer do projeto também uma festa, um encontro. Como tem sido essa experiência pra você?

Como já falei da importância que vcs tiveram em não me fazer desistir do selo, vcs tmb me deram um gás de fazer parte de uma galera que eu não tenho palavras pra descrever. Uns bons meses antes eu já tinha um tal de SNAZ numa listinha de gente nacional foda e o cara fazia parte dessa galera, junto com o Brunão (Alberto) que eu já “conhecia” de outro rolê. É engraçado que eu colei praquele Dettona, há quase um ano atrás, e não esperava nem fudendo que TODOS, sem exceções, naturalmente virassem pessoas que eu quero levar pra vida toda, de tão foda que todos são, por tudo em comum que a gente tem, além de gostos musicais. Além de toda a galera do Dettona, vcs ainda me proporcionaram uns momentos meio que únicos na minha vida, tipo tocar no rolê que uns caras que são influências pra mim (Sants, Cybass, N E G U I M), tocar no mesmo rolê que a Rafa (sem contar os BadSista Na Rua que a gente tocou junto haha), conhecer um pessoal FODA dos line-ups tipo o Dualib, Kasif. Ah, e sem contar a galera que eu to ligado que tá no rolê desde quando comecei a tocar com vcs, que, mesmo eu não tendo tanto contato pq eu sou timidão, tenho um carinho especial por sempre estarem junto com a gente nessa ❤ ❤ ❤

DETTONA C3NTRO - Foto: Marcelli Zillo

DETTONA C3NTRO – Foto: Marcelli Zillo

5) De todas as suas produções, tem alguma que é a favorita? Pode compartilhar com a gente?

Ah, acho que essa aqui é a minha preferida:

https://soundcloud.com/fourtwonil/fourtwonil-gsb-daft-punkd

Na época eu tava boladão de amor, deve ter contribuído pra ter saído foda desse jeito hahaha.

6) E entre as músicas que já foram lançadas pelo seu selo, tem alguma favorita?

Essa é a pergunta mais difícil, certeza hahaha mas vou dar logo as minhas preferidas de cada ano:
2014

2015

2016

Por: - 12 meses atrás
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Por: - 1 ano atrás
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Cantora e compositora, a rapper Adriana Barbosa nasceu e cresceu na zona sul de São Paulo, com apenas quinze anos já mandava alguns de seus versos na “Batalha do Santa Cruz” e a compor suas primeiras músicas. Hoje aos 24, Drik já conta com participações em músicas de rappers como Marcello Gugu, Flow MC e Emicida.

A cada dia garante ainda mais seu espaço no cenário nacional e em meio a toda a correria da carreira em ascensão ela arrumou um tempinho para falar com o Dttona sobre suas influencias, feminismo, rap e seus projetos.

“Gosto de falar de AMOR, do sentimento em sí e das formas de expressá-lo.”

TT – Por que você escolheu fazer rap? O que e quem te influenciou?
Escolhi por ser uma forma mais livre de compor, onde eu poderia falar nas rimas de forma verdadeira o que vejo, sinto e penso. Já conhecia a Black Music e consequentemente o RAP, porém foi após conhecer a “Batalha da Santa Cruz” em 2006 que comecei a fazer rimas e misturar com as composições mais R&B que eu já criava.

TT – Atualmente quem são as suas principais referências?
São muitas pessoas dentro da música, muitas delas são minhas amigas/amigos até. Mas a Lauryn Hill é uma artista que sempre foi referência pra mim e ainda é. A Beyoncé desde sempre pra mim é uma grande referência também como artista. Sou muito fã.

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Foto: Michelle Castilho

TT – Como é o seu processo criativo? Existe algum tema que te inspira mais e você tem maior facilidade para escrever?
É muito simples. Ouço o instrumental e sinto o que devo falar em cima. É algo bem intuitivo. Gosto de falar de AMOR, do sentimento em sí e das formas de expressá-lo.

TT – Como é ser mulher, negra e que faz rap no Brasil hoje?
Sempre foi e ainda é difícil ser mulher negra em uma sociedade como a nossa, onde a desigualdade reina. É preciso se impor o tempo todo. O Rap hoje está em um lugar de maior visibilidade e aceitação, ainda é difícil para a maioria entender que RAP é Música e que fazemos nosso trabalho com seriedade, por isso ainda passamos por uns obstáculos, de qualquer forma seguimos firmes.

TT – O rap sempre se mostrou como um espaço muito mais masculino, o destaque para as mulheres parece ser algo muito recente. Como você sente e reage a desigualdade de gênero no movimento?
Ainda existe sim essa desigualdade, porém mulheres que vieram antes de nós no Rap, foram abrindo caminhos pra que hoje eu possa subir no palco me vestindo como eu quiser e cantando o que eu quiser. Nós mulheres estamos nos unindo cada vez mais hoje em dia e mostrando o poder da voz feminina. Ainda há muito espaço pra conquistar mas estamos na luta pra isso.

Foto: Damariz Galvez

TT – Atualmente, vemos luta na persistência pela visibilidade e respeito à mulher sendo cada vez mais enfatizada pelas redes sociais, pelos coletivos ativistas e, claro, pelas mulheres em geral. O tema da redação do Enem 2015 foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Você considera isso, também, um tipo de vitória?
Claro! É uma boa forma de atrair o olhar principalmente dos jovens para problemas sérios e reais que a mulher enfrenta no cotidiano, além de ser um grande passo pra que as pessoas passem a questionar e parem de fechar os olhos para um problema tão sério que mata e destrói a vida de tantas mulheres.

TT – Como esta sendo fazer parte do projeto Rimas & Melodias? Como surgiu a ideia?
Está sendo incrível! É uma energia maravilhosa estar perto de mulheres que super admiro como pessoa e artista. A ideia veio da DJ Mayra Maldijian e da cantora Tatiana Bispo que criaram esse projeto para reunir mulheres que cantam e rimam e fortalecer a voz feminina. Me sinto muito honrada em fazer parte!

TT – O que podemos esperar da Drik Barbosa para o segundo semestre?
O que posso dizer é que terão muitos shows e novidades. Me aguardem rs.

Acompanhe os lançamentos e conheça mais sobre a Drik Barbosa através da sua página no facebook e no seu canal do youtube.

Foto Destaque: Damariz Galvez

Por: - 1 ano atrás