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Sexo, existencialismo e folk rockn roll; Entenda mais sobre o projeto de estreia da banda — fluminense — Ventilador de Teto.

O folk de Dylan, a sujeira do the velvet (underground) e o rock inglês são algumas das influências que dão forma à estética — com um “quê” de vanguarda — da banda; entretanto, o que mais se destaca Leia Mais

Por: - 2 semanas atrás
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Apesar do espaço ser ainda longe do ideal quando o assunto é a mulher no cenário de sistemas de som, temos felizmente um cenário em crescimento em relação às cantoras, mcs e seletoras/DJs. Porém, esse mesmo espaço ainda está sendo conquistado a duras penas na produção musical, que é um terreno extremamente fértil mas que ainda é quase que totalmente ocupado pelos homens, sobretudo no reggae/dub.

Um dos nomes da produção musical que mais vêm crescendo na cena UK é a italiana Sista Habesha. Além de produzir, ela também faz seleções cheias de energia e mensagens conscientes. Conversamos com ela, que é realmente uma pessoa iluminada e cheia de boas vibes como suas músicas. Confere aqui um pouquinho da caminhada dessa mana e saiba mais sobre o seu próximo lançamento em vinil, que rola em 26 de setembro.

Feminine Hi Fi: conta pra gente um pouco sobre sua história, quem é Habesha, como você começou a selecionar e produzir?

Habesha: Comecei a produzir dub em torno de 2008, enquanto vivia em Londres. Diferente de ​​outros produtores comecei a produzir primeiro e a selecionar mais tarde. Como eu costumava tocar piano, caminhando no caminho RasTafari e ouvindo dub produzido na UK, me senti muito familiarizada com a criação de minhas próprias faixas digitais, e comecei a fazer isso conectando um teclado midi a um software de música. O resto veio por si mesmo, riddim após o riddim, e minhas produções definiriam cada vez mais o estilo steppa melodioso e militante, que hoje é amplificado e ecoa nos meus sets de DJ e meu novo selo Habeshites.

FHF: No dia 26 de setembro você lança em vinil o single INI SHEPHERD. Como foi o processo criativo deste riddim e o que podemos esperar desse novo som lançado pelo seu selo Habeshites?

H: O primeiro lançamento do Habeshites apresenta um dos meus riddims, com Arkaingelle e Prince David (Moa Anbessa) nos vocais. Acredito que o processo criativo deste riddim começou em 2015, quando conheci o Inner Standing Sound da Califórnia no Festival UNOD (Reino Unido) e ganhei um pack de acappellas que eu poderia remixar. Todos eram bons vocais e eu estava entusiasmada com alguns deles, mas, por algum motivo, o primeiro que escolhi foi o de Arkaingelle, de uma música lançada no selo “Zion I Kings” em 2014. Construí um riddim completamente novo para esta bela música, dando-lhe a vibração de um steppa. Carreguei o vocal no software, me sintonizei nas palavras e criei uma paisagem sonora para a letra significativa que eu escolhi. Então levei as faixas para o estúdio Moa Anbessa e o produtor Buriman mixou e começou tocar nas festas da Europa.

A música foi imediatamente amada pelas pessoas. E durante um dos sets de Moa Anbessa, em Veneza, Buri tocou a versão Arkaingelle e o instrumental depois, Prince David estava no microfone e, do nada, ele apenas começou a cantar “The Lord is InI Shepherd…” . Ele tinha acabado de escrever essas letras e ainda não tinha tido a chance de pensar no riddim. Eu estava absolutamente animada com o que acabara de ouvir e imediatamente pedi para gravá-lo, e ele concordou. Então Prince David gravou seu vocal, Buri o mixou e, depois disso, as músicas passaram de mão em mão. Aba Shanti (um dos maiores produtores e operadores de sound system da UK) fez suas próprias mixagens e também começou a tocar em suas apresentações. Buri e eu mesma também tocamos em nossas apresentações, e essas músicas sempre foram muito apreciadas pelo público.

Dou graças pela força, apoio e encorajamento recebido e estou muito feliz por poder entregar essas músicas às pessoas que aguardaram esse lançamento com muito carinho.

FHF: Qual mensagem você enviaria para as mulheres que são inspiradas por você e também querem produzir e tocar/selecionar?

H: Para as irmãs que querem selecionar e produzir, eu digo: evite se concentrar no que você não pode fazer, sempre haverá algo, concentre-se em vez do que você pode fazer e sempre em como melhorar. A vida é um processo de aprendizagem em tudo o que fazemos… Sendo humanos, todos os dias aprendemos a sermos nós, o mundo muda todos os dias, o mundo muda e nos adaptamos inconscientemente, assim como a música e a tecnologia. Portanto, não tenha medo, ou melhor ainda, como Jah9 diz: BE UNAFRAID, sem medo de tentar, falhar, tentar novamente e mais do que qualquer coisa esteja totalmente sem medo de ser você mesma, em primeiro lugar. Não se trata de ser uma produtora mulher, sim de produzir música, ou cantar, ou seletar, é estar presente e expressar o que sente, homem ou mulher, é preciso de amor, paixão, tempo, compromisso e sacrifícios. Então, irmãs FORWARD, na casa do Pai há muitas mansões pra todas nós!

 

Foto da capa: Lucas Strazzeri

Por: - 2 meses atrás
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Um dos nomes que têm se destacado no cenário independente feminino, a cantora Sistah Chilli – Paula Manzano no RG – é cria do sound system e transita entre o reggae e o rap para passar sua mensagem. Confira um pouco de quem é a Chilli, como é seu trabalho, e como nasceu seu primeiro EP, “Afronta Sonora”.

Quem é a Sistah Chilli?

 

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Sistah Chilli é uma mulher de 31 anos, mãe de um garoto maravilhoso, que começou a vida na cultura sound system. Com vivência entre punk e skinheads eu percebi que existe uma linguagem que não chegava na periferia e, basicamente, eu sou uma mulher bocuda que queria que outras pessoas ouvissem o que era tão viável contraculturalmente mas que não tinha acessibilidade na periferia. Eu sou cabeça dura, briguenta e escorpiana mas tenho coração enorme, e ele é filtro para os assuntos que procuro explanar em minhas músicas.

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Por: - 4 meses atrás
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Comemorando o nosso primeiro ano nas tardes e noites paulistanas, nada mais justo que uma série de matérias e lançamentos com as pessoas que possibilitaram que isso virasse realidade, os Djs e produtores que nos cercam e nos enchem de inspiração. Recentemente lançamos  a COLETTA #001 com a produção de diversos nomes de peso e hoje trazemos esse bate-papo foda com Fourtwonil, que é peça fundamental dentro dessa família que o DETTONA se tornou. Confira o bate-papo:

Nome: Murilo Portescheller

Idade:24 anos

Maior influência musical: M83

Uma marca: AKAI <3

Um sonho: Terminar a facul de Eng. Eletrônica logo pra começar a montar e distribuir meus equipos pra geral da cena.

1) Fourtwonil, de onde veio esse nome e o que ele representa para o Murilo?

Cara, nao sei te dizer daonde surgiu pq meus “brainstorms” pra pensar nuns nomes novos são bem nada a ver. Mas pra entender o que significa, separa tudo que fica mais fácil: FOUR (quatro) TWO (dois) NIL (nada/zero). O projeto em si representa mais uma das minhas fases musicais, que sempre rolaram (e sempre foram bem distintas uma das outras) e é por meio disso que eu solto umas produções próprias e, principalmente, mostro um pouco do que eu ouço direto nos rolês que eu toco.

2) Como tudo isso começou? Seu envolvimento com a música, decidir tocar…?

Tudo começou em 2005 quando meu pai e meu irmão me encheram o saco (no bom sentido) pra começar a tocar guitarra porque eu sou canhoto hahaha fui criado por um Beatlemaníaco que tem um pezão no Jazz, então nem foi difícil me convencer. Aí comecei a escrever uns sons e letras próprias, tive uma banda (bem foda, por sinal) e acabei me dando conta do quanto eu era egoísta pra trampar junto hahaha saí da banda pra começar a produzir minhas músicas saindo do Indie Rock e indo pro Digitalism e afins, no fim de 2010. Aí fui só acompanhando essas vibes diferentes do meu gosto musical ao longo dos anos… Tive o Supermassive Wave (total influenciado por Washed Out e M83) e agora to nessa do Fourtwonil, que vai mais pro eletrônico puxado pro Rap, Soul e Bass, que tive contato quando morei em Manchester em 2011 e tenho um amigo que é tipo uma bíblia do assunto (é nois, Vitasso <3).

Foto: Ihateflash

Foto: Ihateflash

3) Qual a história por trás do Growllective? Como esse projeto tem influenciado sua vida e seu trabalho?

Volta pro Supermassive Wave: em 2012 fui chamado por um label de Chicago pra lançar um EP por lá. Rendeu 5 faixas nas quais me amarro até hoje, só que tomei um calote PESADO do dono do selo, que fudeu mais uns 3 além de mim, e fiquei extremamente puto com isso. Cheguei até a lançar um disco de 10 faixas no ano seguinte, mas um mês depois de soltar desencanei do projeto e terminei com o SupWave. Depois de uns meses desiludido com isso, voltei a produzir – aí que começou o Fourtwonil – e pensei “porra, vou criar meu próprio selo pra lançar meus sons e tentar ajudar outra galera a não passar por o que eu passei”. Pode até soar meio clichê isso, mas essa era a intenção desde sempre. Depois de uns meses comecei a procurar gente pra lançar pelo Growllective. Os dois primeiros a confiarem em mim pra isso foram o Parker Lee, monstrão de Washington, DC que sumiu do mapa seis meses depois e a Rafa aka Bad$ista, que eu não preciso falar nada né.

A partir daí vieram vários nomes fodas (tipo William Crooks, Silo, HALPE) e o selo era uma plataforma pra qualquer um ser lançado, nem tinha um roster nada. Eu tentei varias vezes fazer tipo um time de artistas, mas passei por uns tempos fodas da minha vida que me fizeram deixar o selo de lado por muuuito tempo. Mesmo assim, nunca tive coragem de apagar isso da minha vida e, demorei, mas voltei a ativa com o selo graças a algumas pessoas em especial: todos do Dettona, o Thiago e a Rafa (TAP & BadSista) que não desistiram de mim hahaha e o Vitor Zanirato, do low Life Collective. Todos esses sempre falaram coisas que me fizeram parar pra pensar na parada foda que eu tinha feito com o selo e vou ser eternamente grato à vcs!

Agora fica ligeiro que tem um time PESADO no selo, com um monte de produtor brasileiro + o americano blkwhte que eu espero que o selo ajude do jeito que der a crescer mais e mais pq os caras são a mais de talentosos!

4) Você está com o Dettona desde o começo, quando pensamos em fazer do projeto também uma festa, um encontro. Como tem sido essa experiência pra você?

Como já falei da importância que vcs tiveram em não me fazer desistir do selo, vcs tmb me deram um gás de fazer parte de uma galera que eu não tenho palavras pra descrever. Uns bons meses antes eu já tinha um tal de SNAZ numa listinha de gente nacional foda e o cara fazia parte dessa galera, junto com o Brunão (Alberto) que eu já “conhecia” de outro rolê. É engraçado que eu colei praquele Dettona, há quase um ano atrás, e não esperava nem fudendo que TODOS, sem exceções, naturalmente virassem pessoas que eu quero levar pra vida toda, de tão foda que todos são, por tudo em comum que a gente tem, além de gostos musicais. Além de toda a galera do Dettona, vcs ainda me proporcionaram uns momentos meio que únicos na minha vida, tipo tocar no rolê que uns caras que são influências pra mim (Sants, Cybass, N E G U I M), tocar no mesmo rolê que a Rafa (sem contar os BadSista Na Rua que a gente tocou junto haha), conhecer um pessoal FODA dos line-ups tipo o Dualib, Kasif. Ah, e sem contar a galera que eu to ligado que tá no rolê desde quando comecei a tocar com vcs, que, mesmo eu não tendo tanto contato pq eu sou timidão, tenho um carinho especial por sempre estarem junto com a gente nessa ❤ ❤ ❤

DETTONA C3NTRO - Foto: Marcelli Zillo

DETTONA C3NTRO – Foto: Marcelli Zillo

5) De todas as suas produções, tem alguma que é a favorita? Pode compartilhar com a gente?

Ah, acho que essa aqui é a minha preferida:

https://soundcloud.com/fourtwonil/fourtwonil-gsb-daft-punkd

Na época eu tava boladão de amor, deve ter contribuído pra ter saído foda desse jeito hahaha.

6) E entre as músicas que já foram lançadas pelo seu selo, tem alguma favorita?

Essa é a pergunta mais difícil, certeza hahaha mas vou dar logo as minhas preferidas de cada ano:
2014

2015

2016

Por: - 1 ano atrás
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Por: - 1 ano atrás