Divulgada a "Autópsia Não Autorizada" do sujeito Joe Sujera - DETTONA » DETTONA
Entrevista Música

(Voz de rádio) Com exclusividade estamos divulgando a Autópsia Não Autorizada do sujeito Joe Sujera, rapper de 25 anos da capital de São Paulo.

“Sou um copo de Jack, papel e caneta.”

Três anos desde o seu último lançamento “Memórias do Subsolo“, Joe precisava cavar ainda mais para encontrar a essência do seu novo álbum, e a decisão de não se esconder foi o primeiro gatilho de “Autópsia Não Autorizada” o álbum mais sincero composto por ele, removendo velhas fórmulas.


Foto: Rodrigo Ahmar (Divulgação)

Após eu ouvir as novas músicas, perguntei a ele quem era Joe Sujera a resposta foi muito eficaz: “Sou um copo de Jack, papel e caneta.”

E continuou: “Joe Sujera é liberdade para os meus piores sentimentos e pensamentos, eu diria que [Joe Sujera] é um Alter Ego se eu não soubesse que o Alter Ego é, na verdade, o Rodrigo.”

No seu processo de construção do som dessa nova fase, a influência do seu gênero preferido quando criança é o Rock e passa por todas as músicas junto com o Boom Bap, mas com um toque de Sujeira.

“É complicado listar influências para esse projeto sendo que ele demorou 3 anos para ficar pronto e muita coisa aconteceu nesse tempo, mas talvez o que mais ouvi de rap no processo foi Yelawolf, Jam Baxter, Schoolboy Q, Lupe Fiasco, Method Man, Redman, etc.

Pouca gente sabe mas eu sempre fui apaixonado por Rock, fui criado ouvindo Rock e de um tempo para cá eu me senti musicalmente maduro o suficiente para assumir que o que quer que eu faça daqui pra frente vai partir desse universo. Mas acho que se eu falar mais sobre isso estarei dando spoilers.”. Disse Joe quando perguntei mais a fundo sobre as influências musicais do disco novo.

Cada música tendo sua singularidade e importância, perguntei ao Joe quais as suas preferidas, ele disse que as especiais são “Autópsia, Crise e Calma”.

“Sou liberdade para os meus
piores sentimentos e pensamentos.”


Foto: Rodrigo Ahmar (Divulgação)

“Sem dúvida a mais interessante do disco. A participação do Natan trouxe um sentimento pro som que eu não ia conseguir colocar eu mesmo. Sem refrão, sem verso sobrando, é a introdução perfeita pro disco.” Disse ele sobre Autópsia. “Com a Crise ela seja talvez a mais intimista. Cheia de melodias, colagens, desorganizada. Ela é um retrato perfeito do que eu tava sentindo no momento, é uma bagunça. Não dá pra saber se ela é um som pra cima ou um lamento agitado. Eu não gostava desse som, mas depois de ouvir finalizada eu me apaixonei de cara. Já em Calma: “Esse som simplesmente me arrepia do começo ao fim. É uma sensação poderosa.”

Não discuto que ao ouvir as músicas de “Autópsia Não Autorizada” me faz acreditar que o Joe é uma das apostas nacionais do RAP em 2018, pela ousadia em administrar ou não a sua forma de pensar em que acredita e transformar isso em versos e beats poderosos.

Sem mais, ouça o novo disco do Joe Sujera com participações como Letícia Picolo, Nog, Natan Trindande e muitos outros.

Você encontra o Joe Sujera no Facebook, Instagram e Spotify.

Por: - 2 semanas atrás

comentários