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Especiais Música

O mundo inteiro está em crise e não podemos negar. Esses dias mesmo flagrei pela redes que até o próprio Sound Cloud está pendurado. A cada dia que passa, mais pessoas ainda permanecem sem emprego e cada vez mais profissionais especializados ficam sem um espaço digno no mercado de trabalho. No meio musical não seria diferente, é notável a quantidade de festas e grandes investimentos que estão em decadência enquanto outros começam do jeito que dá e se firmam em meio ao que tem, isso sem contar as casas de eventos sendo fechadas por aí… Alguém já contou quantas?

Aí no meio dessa ~crise~ toda, eu te pergunto: Como uma pessoa que vive de música, uma das categorias mais estereotipadas dessa vida™, pode sobreviver suavemente a esse momento atual todo?

Se a crise é real e mundial, então porque insistir em usar a música para pontuar ainda mais barreiras, estereótipos e pré-conceitos como: meu pop não pode se misturar com o seu rock, seu rock não se entende com o meu trap e o funk é sempre aquela vertente marginalizada nas vistas de quem ainda pensa pra trás? Os grupos evitam se encontrar, as tribos não se dialogam e assim a vida segue desde sempre… Mas até quando?

Agora é o momento em que temos a nossa geração nas mãos e com chance de mudar o que não nos serve mais. Pra quê mais limites, quando nós, individualmente, podemos ser os percursores de uma mudança, desconstruindo barreiras entre estilos e vivências musicais?

Estamos passando por uma transição (̶c̶r̶i̶s̶e̶)̶ muito importante em todos os aspectos (informação, política, financeiro, gêneros, profissões…) e é claro que a música foi atingida também. Netuno domiciliado em Peixes não me deixa mentir sobre isso!

Temos cada vez mais artistas de todos os estilos e gêneros mesclando o melhor de mundos diferentes e cada vez que algum deles ultrapassa essa barreira, se cria algo que vai além, que carrega uma carga artística macro.
O alcance de trabalhos com essa qualidade é fluído em qualquer núcleo e afinal, se torna perceptível para os que são impactados por esta carga que essa de ~limitações e barreiras~ na verdade, nem deveria existir.
Tati Lisbon é Dj residente da Bandida e tem se destacado pela sua ousadia musical e pelo seu sexto sentido aguçado.

Por: - 1 semana atrás
Colunas Música

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Isto não é um review do novo álbum de JAY-Z, “4:44“, que saiu no último dia 30 de Junho de 2017. É um atestado de que, em mais de 20 anos de carreira e com mais de 100 milhões de discos vendidos, o rapper ainda se mantém como um dos melhores do game pelas mesmas razões que o colocaram entre os melhores: quebrando barreiras e falando sobre o que deve ser falado, de forma inteligente e (in)direta.

Até hoje, um dos motivos pelos quais o rapper é considerado um dos top 5 MCs da história (junto com os debatíveis-para-sempre 2Pac, Notorious B.I.G, Nas e Eminem) foi sua habilidade de não precisar escrever suas letras, simplesmente entrando nas cabines de gravação e soltando as pedradas rimadas ali mesmo, direto da memória. Nas letras de seu novo álbum, JAY-Z (sim, escrito em tudo maiúsculo e com hífen) entra em embate com o estado atual do Hip-Hop, inundado pelo mumble-rap de artistas como Migos e Lil Yatchy, ao passo que explora muitos detalhes – que podem ser até considerados “sensacionalistas” – de sua vida pessoal e de sua família.

Além de explorar os tais assuntos sensíveis já discutidos por tablóides, como seu relacionamento conturbado com Beyoncé e desavenças com Kanye West, JAY-Z trouxe uma convidada especial para a faixa “Smile”: sua mãe, Gloria Carter. Apesar de não ser a primeira vez que ela faz uma participação (a 1a vez foi na música “December 4th”, do álbum “The Black Album”de 2003), a faixa descreve, entre outros assuntos, que a mãe do rapper é homossexual. No lado da produção da track, foram utilizados samples da faixa de nome mais que propício “Love’s In Need Of Love Today”, de Stevie Wonder (essa também ja fora sampleada na “One”, de Busta Rhymes feat. Erykah Badu).

Gloria Carter recita sua letra ao fim da faixa na forma de spoken word – similar ao que o pai do rapper de Chicago Common fez inúmeras vezes com seu pai, Lonnie Lynn – focando na busca pela felicidade, mesmo que à sombra dos padrões impostos pela sociedade.

Vale a pena ouvir a mãe de um dos maiores rappers da atualidade recitando que ela escolheu ser feliz. Estamos em 2017 e tem gente que ainda não conseguiu respeitar a escolha dos outros, ou se preocupar com a própria felicidade. Assim como ela mesma diz, “Ame a quem você quer amar, pois a vida não é garantida”. Smile!

 

Por: - 2 semanas atrás
ukbass
Pick of the Week

Chegamos a décima edição da nossa querida Pick of the week. Com curadoria do nosso colaborador Pedro Reinert, a playlist está pesadíssima e conta com muito UK Bass de Skepta, Sir Spyro, Chase & Status e muito mais!

Coloque seus fones de ouvido, o capacete dê o play e aproveite as pedradas:

Siga o Dettona no Spotify.

Por: - 2 semanas atrás
Música

Em ascensão no cenário musical, a banda cearense Selvagens à Procura de Lei resolveu inovar ao produzir o videoclipe de “Dois de Fevereiro”, apostando com um visual psicodélico, poético, com inspiração no trabalho do designer Storm Thorgerson.

“Dois de Fevereiro” faz parte do album “Praieiro”, lançado em 2016. Em entrevista ao BlognRoll, Gabriel Aragão, vocalista da banda, descreveu a música como “algo parecido com Dire Straits, mas acabou nascendo ao estilo Get Lucky, de Daft Punk”.

dois-de-fevereiro Arte para Wake up and Smell the Coffe da banda Cranberries e uma das cenas de “Dois de Fevereiro”

Entre as obras mais famosas do designer Storm Thorgerson, inspiração para o visual do clipe, estão capas de albuns do Pink Floyd, como a de “The Dark Side of the Moon”.

Capa do album Only Revolutions da bada Biffy Clyro Capa do album Only Revolutions da banda Biffy Clyro também serviu de inspiração para o clipe

O clipe é dirigido pelo já experiente Cléver cardoso e exibe paisagens de praias nordestinas como Morro Branco, a Praia da Redonda e as Salinas de Icapuí (Ceará), e as Dunas do Rosado no Rio Grande do Norte.

“Esse clipe é pra ser assistido e sentido de acordo com a cadência do som. […] a gente apostou no conceito que aproximava muito mais o ritmo e o som da música ao visual praieiro, rock, pop e psicodélico”, concluiu Gabriel.

Selvagens à Procura de Lei já tocou no Lollapalooza Brasil, e a música “Tarde Livre”, também do álbum “Praieiro”, foi eleita como A Melhor de 2016 pelos leitores da revista Rolling Stone.

Ouça o álbum completo direto no Spotify e não esqueça de seguir a gente por lá:

Por: - 4 semanas atrás
pick9site
Design Música

Chegamos a nona edição da nossa querida Pic of the week. Com curadoria do nosso colaborador Pedro Reinert, a playlist está pesadíssima e conta com músicas de Vince Staples, Drake, Gucci Mane, Bro Safari e muito mais!

Coloque seus fones de ouvido, o capacete dê o play e aproveite as pedradas:

Siga o Dettona no Spotify.

Por: - 4 semanas atrás